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Garantido, ao sul do meu coração

05/04/2010, Rubens de Barros Alves, Colaborador de parintins.com

Rubem Alves é colaborador de Parintins.com, é corintiano e torce para o Boi Garantido

Dando umas espiadas pela comunidade do Garantido no Orkut, me deparo com algo um pouco inusitado, estou falando de um torcedor Fanático do Garantido que mora no Sul do País, trago a vocês, queridos leitores de parintins.com o que na verdade deveria ser uma entrevista, porém de tão rica e interessante a história do nosso entrevistado, decidi por trazer a vocês um pequeno texto feito pelo torcedor "azul encarnado" Guilherme Saggiomo de 23 anos, morador da cidade de Rio Grande no Rio Grande do Sul11 Anos de amor à distância. Garantido, ao sul do meu coração.

É assim que começo a citar o meu caso de paixão pelo Boi Garantido, que desde meus 12 anos acompanho daqui do Rio Grande do Sul. Uma história que espanta gaúchos e amazonenses: Por que fui me apaixonar por uma cultura tão diferente? Que tipo de ligações eu teria com essa manifestação do Norte?

No fim do mês de Junho de 1999, algo diferente eu vi no zapear dos canais da TV a cabo, era aquele tal Festival Folclórico de Parintins. O canal Amazon Sat estava apresentando um compacto do Festival de 1999, e eu parei pra ver. Foi amor a primeira vista! Fiquei naquela ânsia: Mas o que seria isso? Onde fica essa tal Parintins? Começava naquele instante o meu louco amor pela nação vermelha e branca.

Nascido em família gremista, e sendo gremista roxo, me vi no problema perturbador de torcer por esse boi vermelho. A rivalidade Grenal que vivo aqui é o que há de mais parecido no sentido de confronto entre azul e vermelho no Brasil, e eu estaria contrariando a minha própria lógica azul. Mas, fui me entregando ao Garantido, comecei a entender a mecânica da festa, as histórias contadas nos rituais, o intuito de cada tema e a cênica das tribos.

Cada ano que passava ia se montando um Garantido maior no meu coração e fui guardando tudo o que via do Festival: Edições especiais da Revista Caras, reportagens que saiam nos jornais daqui do estado, e também surrupiei muitas fitas VHS da minha mãe, para gravar por cima os Festivais. Na escola eu fazia desenhos do Boi Garantido atrás das provas. Em casa, passava o áudio das apresentações do Garantido para fita k7 pra poder ouvir no walkman. Uma vez, implorei pra dona de um bar, pra que ela me desse uma propaganda da Derby que apareciam os itens do Garantido. Foram inúmeras situações no decorrer desses anos e, hoje em dia é mais que trivial eu ir ouvindo algum cd do Boi Garantido no ônibus à caminho da faculdade.

Não tenho como explicar certamente o motivo de ter me apaixonado por esse espetáculo, creio que seria o mesmo de uma criança amazonense ao ver a festa: Isso vira uma mania, verdadeira e viciante! Com a diferença de que eu fiz isso à distância.

A tradição de assistir ao Garantido pela TV foi se fortalecendo ano a ano e, fui criando laços de amizade com muitas pessoas do Amazonas, através de comunidades do Orkut, Chats e pelo MSN. Pessoas estas, que supriram a minha sede de conhecimento pelo Festival e que se tornaram grandes amigos.

É uma enorme honra ser torcedor deste Boi e poder ir pela primeira vez, este ano, defende-lo de corpo e alma no Bumbódromo de Parintins. O Garantido foi uma das melhores coisas que me ocorreram na vida! Ainda que exista essa distância cruel, jamais deixarei esse amor de criança pelo boi de pano se acabar! Foi este Garantido que me ensinou a respeitar a Amazônia, me mostrou toadas lindas e um amor descontrolado.

Veja algumas fotos:



Últimos comentários
Michel Pereira, de Parintins.com em 07/04/2010 09:40
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Ana Lourdes - Brasília-DF, em breve de Parintins. em 07/04/2010 09:29
Parabéns, Rubem, por ter encontrado uma história de amor linda como essa. Emocionei-me!

E você, Guilherme Saggiomo, minha amizade e casa, em Parintins (Rua Silva Meireles 1956 - Centro, ao lado do depósito da Skincariol, em frente ao Nosso Bar), estão à sua disposição.

Acho maravilhosa essas histórias de amor com os bois bumbás de Parintins.

Aos 14 anos tive que deixar essa cidade para estudar e trabalhar. Passei 36 anos pelo Brasil (Sul do Amazonas, Minas Gerais e Brasília).

Depois de 22 anos passados, em 1995, voltei à Parintins, a surpresa foi enorme, pois aqueles bois bumbás que andavam na rua e brincavam em frente das casas dos ricos, agora brincavam no bunbódromo.

Como nasci povão e continuo sou Garantido! Aquele todo branquinho, só na testa tem vermelho, um coração, o meu coração e de muitos e muitos outros torcedores.

No primeiro dia de bunbódromo, dei muita sorte, o meu boi entrou primeiro. Quando ouvi um menininho (Israel Paulaim) animando a galera e o lendário Paulinho Fárias fazendo a contagem para festa começar chorei, chorei muito, chorei a noite toda, inclusive quando o contrário entrou também.

Nesse dia, tive certeza, que queria voltar a morar em Parintins e olha que já amava Brasília e tinha planos de ficar no DF.

De 1995 em diante não perdi mais os festivais, com raras exceções.

No inicio deste ano, após 36 anos, aposentei-me, comprei casa e voltei para minha terra natal.

Agora vivo grande parte do tempo em Parintins e outra em Brasília, onde tenho casa e dois filhos já estabilizados no cerrado e que vão à passeio na floresta.
Potiguar em 06/04/2010 15:39
A história do Guilherme é parecida com a minha, a diferença é que eu me apaixonei pelos dois bois. Boa viagem e aproveite o maior espetáculo da Terra.