Artigos De Joãozinho Trinta à Engenharia Cabocla de Parintins 13/02/2008
O carnaval realmente é uma das paixões do Brasileiro, e mais um carnaval se foi e ficaram as lembranças de coisas boas, vitórias e derrotas, dentre os carnavais um dos mais empolgantes é sem dúvida o das Escolas de Samba, tem em todo o país, mas, é óbvio que Rio de Janeiro e São Paulo estão sempre em evidência, este artigo me faz remontar a história de alguns anos atrás, aportava na ilha, Joãozinho Trinta, considerado o mestre dos carnavalescos, que na época já revolucionava o carnaval carioca, mais queria algo mais para a sua visão futurista, esteve no festival de Parintins, se encantou com o que viu, e com a arte parintinense, e levou alguns artistas para as escolas de samba, desde então, o carnaval carioca começou a viver uma nova era. Começava a saga dos parintinenses para transformar esculturas estáticas, em formas gigantescas e sem falsa modéstia com movimentos e plástica quase que perfeitos, a ponto de estabelecerem uma marca no carnaval carioca e paulista , só para lembrar os carnavais da Beija – Flor, Grande Rio, Portela e Vila Maria, Vai Vai, Pérola Negra, Mocidade Alegre , é bem verdade que hoje quase todas as escolas se utilizam da Engenharia cabocla, e aqueles que ainda são conservadores e resistentes a não dispor dessa arte, tem tido colocações muito abaixo do esperado. Como diria Maurício Kubrusly comentarista de carnaval Felizmente vazou para o Brasil a arte de Parintins, é preciso aprender muito com eles ou o renomado sambista Arlindo Cruz que disse: Eles vieram pra ficar, e nesses meses pré carnaval, vão - se grandes artistas e ainda ficam outros tantos para fazer o carnaval de Manaus e o nosso Carnailha que com tanta criatividade e alegria está se tornando em , um dos grandes carnavais do Brasil guardem isso, a arte parintintin cada vez mais se consolida no carnaval, e já dispõe de dois carnavalescos em São Paulo, e no Rio penso que caminha para isso, claro que com muita humildade, e todos temos que ser gratos, por exemplo, a Ir. Miguel de Pascuale, esse italiano que iluminado por DEUS ajudou tanta gente, inclusive com muita honra, eu tive oportunidade de aprender um pouco com ele, também Jair Mendes, por esses dois passaram todos aqueles que gostam de arte por aqui, e que não são poucos, e outros são autodidata, afinal, Parintins é essa alquimia que está levando magia e arte do meio da floresta para o Brasil e o mundo, pois, criar e recriar sonhos faz bem para a vida e a sensibilidade do ser Humano. E assim essa terra, vai fazendo da arte sua história.
 Últimos comentários
Silas Paulista em 26/07/2008 16:19
Silas Paulista.
Não é só o Caprichoso que ta pautando as mulheres com sensualidade carnavalesca, é só olhar pra Mirrana neste ano e em 2005 ( 2006 e 2007 não vi o DVD), Ela apelou para a sensualidade e teve gente que me perguntou aqui em SP o seguinte: Voc~e não disse que era diferente do carnaval?( falando de sensualidade).
Fiquei com a cara no chão.
sarada em 14/07/2008 14:10
Horrível a transmisao do Datena!!! Pelo amor de Deus! Tive que colocar a tv sem som pra poder ver o festival!! O cara nao deixou ouvir nem uma toada com seus comentários ridículos! Repetia várias vezes a mesma frase, além de demostrar uma desinformaçao total sobre o festival. Aquela voz irritante quase me leva à loucura!! Uma pena! Para o próximo ano, nao permitam que seja ele quem faça esse trabalho, pelo bem de Parintins!
sarada em 14/07/2008 14:06
Horrível a transmisao do Datena!!! Pelo amor de Deus! Tive que colocar a tv sem som pra poder ver o festival!! O cara nao deixou ouvir nem uma toada com seus comentários ridículos! Repetia várias vezes a mesma frase, além de demostrar uma desinformaçao total sobre o festival. Aquela voz irritante quase me leva à loucura!! Uma pena! Para o próximo ano, nao permitam que seja ele quem faça esse trabalho, pelo bem de Parintins!
LACSLA em 30/06/2008 14:50
Foi um desastre a transmissão da Band. Até minha sogra que do boi só conhece os chifres ficou desapontada com a chatice do Datena. Assim como ela muitos desistiram de assisitir, aqui no Rio. A maior pérola foi comparar a técnica dos artesões como ROBÓTICA MANUAL.
Abs.
LACSLA em 30/06/2008 14:45
O falecido Darci Ribeiro, apaixonado por Parintins, fez de tudo para transformar a praça da apoteose do Rio numa arena Parintiense, não conseguiu e ninguém conseguirá que as duas culturas se misturem.
Abs.
Patgirl em 09/03/2008 14:12
De fato a influência parintinense aportou de vez nos carnavais de Rio e São Paulo. E isso é maravilhoso: o diálogo de culturas de diferentes regiões do país. No entanto, como bem ressalvou o Flávio no texto acima, o Festival de PIN deve ficar atento para não se empolgar demais e deixar que o intercâmbio com o carnaval do sudeste descaracterize seu belo ritual junino. Quando duas partes trocam idéias, é natural que ambas venham a absorver o que aprenderam. Tudo bem. Isso é enriquecedor. Mas o que deve ser evitado é a descaracterização do perfil, ou, no caso em comento, da manifestação cultural de cada uma. Aqui no RJ, conheço gente que quando se refere ao Festivel de PIN faz confusão com as duas festas, dizendo que a apresentação dos bois amazônicos são como o carnaval daqui. Eu sempre que ouço isso tento explicar as diferenças. Ocorre que, de fato, o Festival vem se influenciando... e a confusão que essas pessoas fazem passam a ter embasamento. Por isso, não percam - vocês das agremiações dos bois Garantido e Caprichoso -a pureza inerente da bela e rica manifestação folclórica apresentada em PIN! Mulheres saradas e quase peladas no bumbódromo? Pelo amor de Deus - já achei uma coisa horrível aqui no Rio ver aquelas mulheres sem a graciosidade típica feminina, com corpos masculinizados... Mantenham o ritual folclórico como ele é, originalmente. Não se sintam seduzidos pelo brilho dos carnavais do Rio e São Paulo, pois vocês já têm brilho próprio!!! O que é bacana num país é justamente isso: cada região manter e respeitar seus festejos. Isso é diversidade cultural!!!!
Flavio de Oliveira em 22/02/2008 11:05
Quero dizer o seguinte, rapidamente.
Isso tudo, esse intercâmbio, essa contribuição para o carnaval carioca, isso tudo é inegável e é muito bom. Porém acho primordial que os parintinenses segreguem muito bem o que é carnaval e o que é festival. Porque esse intercâmbio tem mão e contra-mão, quero dizer, é um fluxo que vai e que vem, de modo que, se Parintins influenciou o carnaval carioca, diria até que revolucionou o carnaval carioca, no presente, agora, nesse momento, noto que é o carnaval carioca que se insurge na arena do bumbódromo, perigando o Festival vir a se tornar uma Sapucaí requentada, em plena Amazonia, que turista nenhum terá interesse de ver. Compreenderam? Entendo que o CARNAILHA seria o desaguadouro natural dessas influências provenientes da Sapucaí, mas não, jamais o Festival, que precisa ser revisto urgentemente para erradicar sua face ca cada dia mais com folguedo de Momo, e retornar à sua origem como folguedo junino. Quando digo folguedo junino, quero dizer jovial, alegre, popular, inocente, ingênuo, belo, único, diferente.
Carnaval é a festa da carne, das lipo-aspirações, dos glúteos turbinados, da lascívia, enfim, do exagero e, às vezes, do mau-gosto, como é o caso da recentemente vetada alegoria do Holocausto e da passista que "perdeu" o tapa-sexo.
Noto inclusive que alguns itens femininos do meu Caprichoso estão "carregando a mão" na sensualidade e na pouca roupa. Me perdoem, não sou contra sensualidade ou pouca roupa, na hora certa e no momento certo, mas lamento dizer que, assim como tenho visto nas apresentações, esse exagero fere a natural inocência e espontaneidade do que se espera num folguedo junino...
|